quarta-feira, 27 de abril de 2016

Justiça ouve policiais acusados do desaparecimento de frentista no CE

Frentista foi visto pela última vez em 30 de setembro de 2015.
Quatro policiais são acusados do desaparecimento do frentista.


Os quatro acusados do desaparecimento do frentista João Paulo Sousa Rodrigues foram interrogados na manhã desta terça-feira (26). A audiência foi presidida pela juíza Adriana Aguiar Magalhães, titular da 5ª Vara Criminal do Fórum Clóvis Beviláqua.
Os réus são os policiais militares Francisco Vanderlei Alves da Silva, Antônio Ferreira Barbosa Júnior, Elidson Barbosa Valentim e Haroldo Cardoso da Silva. Agora, o processo entra em fase de recebimento de requerimentos das partes e alegações finais. Ainda não há data para a decisão da juíza.
O caso
O frentista foi visto pela última vez em 30 de setembro de 2015, na avenida Cônego de Castro, no Bairro Parque Santa Rosa, na Capital. Uma câmera de vigilância flagrou os quatro policiais obrigando João Paulo a entrar em um veículo. Os réus foram presos no dia 8 de outubro, com exceção de Haroldo Cardoso da Silva, preso em 10 de novembro de 2015.
A polícia afirmou que testemunhas viram o frentista pela última vez na avenida. Uma câmera de vigilância de um departamento comercial captou o momento em que a equipe dos quatro policiais militares obrigou o frentista a entrar em um veículo preto.

Em 8 de outubro de 2015 foram presos Francisco Vanderlei Alves da Silva, Antônio Ferreira Barbosa Júnior, Elidson Barbosa Valentim. Haroldo Cardoso da Silva foi preso no dia 10 de novembro.
Família
Para a mãe de João Paulo, Margarida de Sousa, não saber como está o filho é "uma dor indescritível". "Não tem como descrever. Você passar dias, semanas, sem saber como o seu filho está. Logo ele. Um homem que só vivia da casa para o trabalho. Um filho que ama a família e os amigos. Preciso de uma resposta. Eu quero que eles digam se meu filho está vivo ou morto", disse.
O pai, Jorge Rodrigues, disse ao G1 que conversou com o dono do posto de combustíveis que o filho trabalha para saber como ele se comportava no ambiente de trabalho. A resposta, segundo o pai, já era a esperada.
“Fui lá para saber como ele agia com o patrão e com os amigos e clientes. A resposta eu já sabia. Segundo o chefe, sempre sorridente, simpático e gentil com os clientes. Não há motivos para alguma pessoa do ciclo de trabalho ou da clientela fazer algo com ele”, afirmou, emocionado.
Fonte: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5907305912424394900#editor/target=post;postID=1242604739908957761